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EUA Intensificam Sanções Contra Cuba, Mirando Setores-Chave e Lideranças do Governo

junho 5, 2026 | by cardminas

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Em um movimento que sinaliza um endurecimento contínuo de sua política externa, os Estados Unidos anunciaram recentemente novas sanções econômicas direcionadas a Cuba. As medidas têm como alvo setores estratégicos como mineração e turismo, além de indivíduos proeminentes do governo da ilha, incluindo o presidente Miguel Díaz-Canel. Essas ações somam-se a centenas de outras restrições impostas por Washington, que busca, segundo seus próprios termos, estrangular economicamente o país e forçar uma mudança de regime em Havana.

Alvos Econômicos e o Setor Empresarial Cubano

O Departamento do Tesouro dos EUA atualizou sua lista de entidades sancionadas, incluindo a Amistur Cuba, uma importante empresa de turismo da ilha, e a Minera la Victoria. Esta última é uma joint venture significativa, resultado da parceria entre a mineradora de ouro cubana Geominera e a australiana Antilles Gold. A inclusão dessas empresas na lista de sanções visa, diretamente, limitar a capacidade de Cuba de gerar receita e acessar mercados internacionais, afetando segmentos vitais para a economia nacional.

Sanções Diretas a Lideranças Políticas e Instituições Estratégicas

Além das entidades comerciais, as recentes sanções se estenderam a figuras de alto escalão do governo cubano. O presidente Miguel Díaz-Canel foi diretamente sancionado, juntamente com sua esposa, Lis Cuesta Peraza, e seu filho, Manuel Anido Custa. A lista de restrições pessoais também abrangeu outros funcionários e familiares ligados à estrutura governamental de Havana, incluindo Alejandro Castro Espin e Raul Alejandro Castro Calis, filho e neto, respectivamente, do ex-presidente Raúl Castro. Paralelamente, instituições-chave como o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) e os Comitês para Defesa da Revolução (CDR) também foram designados, ampliando o escopo da pressão norte-americana.

A Perspectiva de Washington e Advertências a Terceiros

O governo dos EUA, por meio de seus representantes, expressou abertamente a intenção por trás das sanções. O então presidente Donald Trump, na ocasião, chegou a comentar que “cuidaria de Cuba” após resolver questões com o Irã, sugerindo um futuro para investimentos na ilha sob condições americanas. Complementando essa retórica, o secretário de Estado Marco Rubio emitiu um aviso contundente: qualquer indivíduo ou empresa que preste serviços às entidades sancionadas corre o risco de também ser alvo de penalidades. Ele enfatizou que “bancos estrangeiros e outras empresas que forneçam serviços a essas entidades devem congelar essas atividades”, reforçando a postura intransigente da administração Trump contra “regimes marxistas radicais” no hemisfério. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos EUA detalhou que todas as transações envolvendo bens ou interesses de pessoas e entidades designadas são proibidas para pessoas dos EUA ou para aqueles em trânsito no país.

A Resposta Enérgica de Havana

As novas sanções e declarações de Washington foram recebidas com forte condenação por parte do governo cubano. O presidente Miguel Díaz-Canel classificou as falas de Trump como uma ameaça direta e criticou veementemente as medidas unilaterais, afirmando que elas “prejudicam o povo” e que a “agressividade e a perversão do governo ianque colidirão com nossa determinação de enfrentar os piores cenários e resistir ao ataque imperial”. O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, reforçou essa postura, descrevendo a inclusão de pessoas, empresas e entidades em uma “lista ilegítima” como uma clara evidência de um plano de intervenção. Rodríguez reiterou que “toda ameaça à independência e soberania de Cuba será enfrentada com ainda mais união e determinação por parte do nosso povo” e desmentiu publicamente Marco Rubio, que havia negado um bloqueio ao petróleo cubano, citando a Ordem Executiva 14380 de 29 de janeiro de 2026, que autoriza tarifas punitivas contra fornecedores de petróleo à ilha.

O Impacto do Bloqueio Econômico Prolongado

Essas recentes sanções se inserem no contexto de um bloqueio econômico contra Cuba que se estende por quase sete décadas. A atual administração dos EUA intensificou significativamente essas restrições no final de 2025, especialmente após a imposição de limitações navais à Venezuela, um importante fornecedor de petróleo para Cuba. A ameaça de sanções a quem comercializasse petróleo com Cuba, proferida em janeiro de 2026, teve um efeito devastador, levando o país de 11 milhões de habitantes a ficar três meses sem receber sequer uma gota de combustível. As consequências dessas medidas são palpáveis no dia a dia dos cubanos, manifestando-se em um aumento dos apagões, elevação dos preços de produtos básicos, redução drástica no transporte público e na oferta da cesta básica alimentar subsidiada pelo Estado. Para muitos moradores de Havana, essa conjuntura representa o pior momento econômico e social que o país já enfrentou.

A escalada das sanções dos EUA contra Cuba, miradas em setores estratégicos e figuras políticas de alto nível, sublinha a persistência de uma política de pressão máxima por parte de Washington. Enquanto os Estados Unidos buscam forçar uma mudança de regime através da asfixia econômica, Cuba reitera sua determinação em resistir e defender sua soberania. As consequências humanitárias do prolongado bloqueio e de suas recentes intensificações continuam a ser um ponto central de debate internacional, impactando diretamente a vida da população cubana e a dinâmica geopolítica da região.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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