A temporada de 2026 do Campeonato Brasileiro Feminino da Série A1 terá seu pontapé inicial nesta quinta-feira (12), com um confronto que promete agitar o Estádio Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha, em Cuiabá. A partir das 21h (horário de Brasília), Mixto e Flamengo se enfrentam na partida de abertura, transmitida ao vivo pela TV Brasil, marcando o início de uma competição que reúne 18 equipes em busca do título nacional. Este ano, o torneio se destaca pela ampliação do número de participantes e pelas distintas abordagens dos clubes, que buscam consolidar ou redefinir suas posições na elite do futebol feminino brasileiro.
Retornos e Expectativas na Abertura da Série A1
O jogo inaugural não apenas celebra o começo de mais uma edição do Brasileirão, mas também simboliza o retorno de uma equipe tradicional ao cenário de elite. O Mixto, time da casa, disputa a Série A1 pela terceira vez em sua história, marcando um aguardado retorno após 11 anos – sua última participação foi em 2015. As “Tigresas” garantiram sua vaga de forma peculiar, herdando um dos postos deixados por Real Brasília e Fortaleza, que desativaram seus departamentos da modalidade, o que também beneficiou o Vitória com a outra vaga. Do outro lado do campo, o Flamengo entra na competição com a força de sua tradição. As “Meninas da Gávea” somam sua 12ª participação, posicionando-se como o segundo time com mais presenças no campeonato, atrás apenas da Ferroviária. Detentor do título de 2016, o Rubro-Negro é o único clube de fora do estado de São Paulo a já ter erguido a taça desde que a CBF assumiu a organização do torneio em 2013.
Estratégias Distintas de Investimento e Elenco
As equipes que abrem a competição chegam com planejamentos notavelmente diferentes para a temporada de 2026. O Mixto, em seu retorno à elite, aposta na mescla de experiência. O elenco foi reforçado com nomes como a goleira Thaís Helena, de 38 anos, vice-campeã mundial com a seleção brasileira em 2007 e ex-Atlético-MG, e a meia paraguaia Fany Gauto, de 31, com passagens por clubes como Ferroviária e Internacional. A liderança técnica fica a cargo de Adilson Galdino, treinador renomado que conquistou três Libertadores e o Mundial de Clubes (não chancelado pela FIFA) em 2014 com o São José.
Já o Flamengo adotou uma nova abordagem para a temporada, focando na readequação orçamentária e no maior aproveitamento da base. Embora tenha mantido peças-chave como a meia e capitã Djeni e a artilheira Cristiane, o clube optou por liberar jogadoras importantes, como a zagueira Agustina Barroso (que seguiu para o Corinthians) e a atacante Gláucia (agora no Palmeiras). Sob o comando do técnico Celso Silva, que assumiu a equipe após a saída de Rosana Augusto em virtude da readequação, a expectativa é integrar ao menos dez atletas formadas nas categorias de base. O potencial dessa geração é evidente, com a equipe sub-20 do Rubro-Negro tendo sido vice-campeã do Brasileirão em 2025, bicampeã da Copinha Feminina e com seis jogadoras convocadas para o Campeonato Sul-Americano da categoria.
Formato Ampliado e Destaques da Rodada Inaugural
O Campeonato Brasileiro Feminino de 2026 apresenta um formato semelhante aos anos anteriores, mas com uma novidade significativa: o aumento do número de participantes de 16 para 18 equipes. Na primeira fase, todos os times se enfrentarão em turno único. As oito melhores avançam para as quartas de final, enquanto as duas piores serão rebaixadas para a Série A2. A fase de mata-mata será disputada em jogos de ida e volta, com a grande final programada para o dia 4 de outubro, quando o campeão será coroado.
Além do confronto de abertura, a primeira rodada reserva outros embates de peso. Na sexta-feira (13), também às 21h, o Palmeiras – atual campeão da Copa e da Supercopa do Brasil – fará sua estreia contra o América-MG na Arena Crefisa, em Barueri (SP), com transmissão ao vivo pela TV Brasil. As “Palestrinas” reforçaram o elenco com nomes de peso, incluindo o retorno da atacante Bia Zaneratto, que vestirá a camisa 10 após dois anos nos Estados Unidos. No mesmo dia e horário, o Corinthians, hexa e detentor de sete títulos do Brasileirão, enfrentará o Atlético-MG na Arena MRV, em Belo Horizonte. As “Brabas”, que participaram das últimas nove finais da competição e ostentam um aproveitamento de 81,7% em jogos, chegam com reforços importantes como a volante Ana Vitória, que estava no Atlético de Madrid, e a atacante uruguaia Belén Aquino, ex-Internacional, ambas já titulares em disputas como a Copa das Campeãs da FIFA e a Supercopa do Brasil, onde o clube foi vice-campeão.
A expectativa para esta temporada é altíssima, com diversas equipes investindo em elencos competitivos e estratégias bem definidas. A competição promete ser intensa do início ao fim, consolidando ainda mais o futebol feminino no cenário esportivo nacional.



