Brasil Brilha na Copa do Mundo de Canoagem com Sete Medalhas em Brandemburgo
maio 17, 2026 | by cardminas
A etapa de Brandemburgo, na Alemanha, da Copa do Mundo de Canoagem e Paracanoagem chegou ao fim, e o Brasil encerrou sua participação de forma memorável, conquistando um total de sete medalhas. A performance nacional foi especialmente notável nas provas paralímpicas, que renderam cinco pódios, reafirmando a força e a resiliência dos atletas brasileiros no cenário internacional.
Destaques da Paracanoagem no Último Dia de Competição
O domingo de encerramento foi marcado pela adição de duas pratas à contagem brasileira, ambas na paracanoagem. Fernando Rufino, conhecido como o 'Cowboy de Aço', foi um dos grandes nomes ao garantir o segundo lugar nos 200 metros da classe KL2, destinada a atletas que utilizam braços e troncos para remar. O sul-mato-grossense de 40 anos, que teve parte da movimentação das pernas comprometida após um atropelamento, registrou o tempo de 45s35, ficando a apenas 37 centésimos do australiano Curtis McGrath, ouro na prova, e à frente do uzbeque Azizbek Abdulkhabibov, que levou o bronze. Nesta mesma disputa, o paranaense Flavio Reitz, cuja perna esquerda foi amputada devido a um tumor, finalizou na sétima posição.
A segunda medalha de prata do domingo veio com Miqueias Rodrigues, nos 200 metros da classe KL3, para atletas com deficiência moderada nos membros inferiores. O paranaense, que superou a amputação da perna esquerda após um acidente de moto, concluiu a prova em 44s91. A vitória foi do georgiano Serhii Yemelianov, mas Miqueias garantiu seu lugar no pódio ao superar o neozelandês Finn Murphy. O baiano Gabriel Porto também representou o Brasil na final, terminando na quarta colocação com 45s51.
O Brilho Contínuo da Paracanoagem Brasileira
Além das conquistas do domingo, a paracanoagem brasileira já havia demonstrado seu potencial com outras medalhas valiosas. Fernando Rufino, antes de sua prata, já havia assegurado o ouro no sábado, na prova de 200 metros da canoa (VL2), consolidando sua posição como um dos grandes destaques. O paranaense Giovane Vieira de Paula adicionou um bronze nos 200 metros da classe VL3, voltada para canoístas com grau moderado de comprometimento no tronco e nas pernas. Completando o quadro de medalhas na modalidade, o piauiense Luis Carlos Cardoso conquistou uma prata nos 200 metros do KL1, categoria para atletas com deficiências severas nas pernas e no quadril.
Ainda no domingo, Débora Benevides, sul-mato-grossense que nasceu com uma má formação que causou atrofia nas pernas, participou da final dos 200 metros da classe VL2 feminina. Embora não tenha subido ao pódio, sua performance exemplar a colocou em um honroso quarto lugar, a pouco mais de dois segundos do bronze, demonstrando a crescente competitividade brasileira e o empenho de seus atletas na busca por resultados expressivos.
Conquistas Olímpicas: Ouro e Dobradinha para o Brasil
A participação brasileira não se limitou à paracanoagem, estendendo-se com grande sucesso às provas olímpicas. O consagrado Isaquias Queiroz reforçou seu status de campeão ao conquistar a medalha de ouro nos 500 metros da categoria C1 (canoa individual). Para a alegria da delegação brasileira, o também baiano Gabriel Assunção completou a festa, alcançando a medalha de bronze na mesma prova, garantindo uma histórica dobradinha para o Brasil no pódio.
Balanço Final e Perspectivas Futuras
A participação do Brasil na Copa do Mundo de Canoagem em Brandemburgo foi um claro indicativo da força e da profundidade de talento do país nas águas. As sete medalhas conquistadas, com um notável desempenho tanto na paracanoagem quanto na canoagem olímpica, ressaltam o trabalho árduo e a dedicação dos atletas e suas equipes. O resultado positivo neste palco mundial é um forte alicerce e uma promissora preparação para os próximos desafios e competições de alto nível, incluindo os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
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