Mercado Financeiro: Dólar Atinge R$ 5,24 Impulsionado por Tensões EUA-Irã e Fed; Ibovespa Registra Terceira Queda

O mercado financeiro brasileiro encerrou a Quarta-Feira de Cinzas com o dólar em trajetória de alta e a bolsa de valores em sua terceira sessão consecutiva de queda. Este cenário foi predominantemente influenciado por tensões geopolíticas internacionais e expectativas sobre a política monetária dos Estados Unidos. Em um pregão encurtado, a moeda norte-americana se aproximou da marca de R$ 5,25, enquanto o Ibovespa sofreu pressões em setores específicos.

Dólar em Alta: Cenário Internacional Pressiona o Câmbio

A cotação do dólar comercial encerrou o dia vendida a R$ 5,24, registrando um aumento de 0,21% (R$ 0,011) em relação ao fechamento anterior. A moeda americana iniciou as negociações em baixa, chegando a ser cotada a R$ 5,20 nos primeiros minutos do pregão. Contudo, as preocupações com o contexto global rapidamente inverteram sua trajetória, impulsionando a valorização e levando-a a alcançar o pico de R$ 5,25 por volta das 15h50.

Geopolítica e Economia Global Ditando o Ritmo

A escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã emergiu como um dos principais catalisadores para a valorização do dólar. O presidente estadunidense, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã, com a Casa Branca afirmando a existência de 'vários argumentos' para um ataque ao país. Essa incerteza geopolítica contribuiu para aumentar a aversão ao risco nos mercados internacionais, levando investidores a buscar a segurança da moeda americana.

Paralelamente ao cenário geopolítico, a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA, desempenhou um papel crucial. O documento revelou uma economia norte-americana com um mercado de trabalho mais robusto do que o esperado. Essa constatação reduziu as expectativas de cortes nas taxas de juros americanas em um futuro próximo, o que, por sua vez, fortaleceu o dólar não apenas no Brasil, mas em âmbito global.

Bolsa Brasileira Sofre Terceira Queda Consecutiva

No mesmo dia, o mercado de ações brasileiro experimentou seu terceiro pregão consecutivo de retração. O índice Ibovespa, principal indicador da B3, fechou com uma queda de 0,24%, atingindo 186.016 pontos. Essa desvalorização foi principalmente atribuída à performance negativa de ações de mineradoras. A recente queda nos preços do minério de ferro no mercado internacional impactou diretamente o setor, exercendo pressão sobre o índice.

Na ausência de notícias econômicas domésticas de grande impacto, o mercado foi largamente influenciado pelo panorama externo.

Conclusão: Fatores Externos Moldam a Sessão Abreviada

Em suma, a sessão de Quarta-Feira de Cinzas foi predominantemente moldada por fatores externos. A ausência de notícias econômicas domésticas relevantes permitiu que as incertezas geopolíticas no Oriente Médio e as sinalizações da política monetária dos EUA ditassem o ritmo dos ativos financeiros no Brasil, culminando na valorização do dólar e na continuação da tendência de queda da bolsa em um dia de negociações mais curtas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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