Curitiba, PR – Um ato de extrema crueldade chocou moradores da capital paranaense nesta quinta-feira (5), quando uma mulher foi presa em flagrante após arremessar uma gata do 12º andar de um prédio no centro da cidade. O animal, apesar da queda brutal, sobreviveu e está recebendo tratamento emergencial em uma organização não governamental, enquanto a suspeita enfrenta acusações de maus-tratos.
O Flagrante e a Luta Pela Sobrevivência da Felina
A ação desumana foi presenciada por vizinhos que, alertados pelos miados angustiados da gata, testemunharam o momento em que o animal foi jogado pela janela. Diante da cena chocante, os moradores prontamente acionaram as autoridades, resultando na prisão em flagrante da mulher no próprio local do incidente. A gatinha, em um verdadeiro milagre, conseguiu sobreviver à queda de uma altura considerável, mas seu estado de saúde é grave.
Imediatamente após ser resgatada, a felina foi encaminhada para atendimento veterinário urgente na Organização Não Governamental Força Animal. Os exames iniciais revelaram um quadro delicado, incluindo traumatismo crânio encefálico, contusão pulmonar e uma hemorragia severa na região da bexiga. A equipe da ONG trabalha incansavelmente para reverter a situação e garantir a recuperação do animal.
Histórico de Agressões e a Detenção da Suspeita
A investigação preliminar, conduzida pelo delegado Guilherme Dias, revelou um padrão preocupante no comportamento da mulher. De acordo com o neto da suspeita, a agressora possui uma aversão declarada a gatos, e as agressões contra o animal eram frequentes antes do incidente que culminou em sua prisão. Essa informação é crucial para a compreensão da gravidade do caso e fundamenta as acusações de maus-tratos continuados.
A pronta ação das testemunhas e da polícia civil foi determinante para que a suspeita fosse detida em flagrante, garantindo que ela responda legalmente pelos seus atos. A violência contra animais é crime no Brasil, com penas que variam conforme a gravidade e o desfecho das agressões.
Aumento de Casos de Maus-Tratos Animais no Paraná e SC
O incidente em Curitiba soma-se a uma série de casos recentes de crueldade animal que têm gerado comoção e preocupação nas regiões do Paraná e Santa Catarina. No dia 27 de janeiro, por exemplo, o cão comunitário Abacate foi brutalmente assassinado a tiro na cidade de Toledo, no oeste do Paraná, e as autoridades ainda buscam o responsável.
Em Santa Catarina, o caso do cachorro Orelha, agredido por adolescentes na Praia Brava em 4 de janeiro e que veio a óbito no dia seguinte, também mobilizou a população e as forças de segurança. A investigação resultou no pedido de internação de um dos jovens envolvidos e no indiciamento de três parentes dos suspeitos, demonstrando um esforço em responsabilizar os agressores. Esses eventos reforçam a urgência de políticas mais eficazes de proteção animal e de conscientização sobre a importância do respeito à vida.
A comunidade e ativistas da causa animal esperam que a rápida resposta judicial neste caso em Curitiba sirva como um forte alerta para a intolerância a atos de violência contra seres indefesos, destacando a necessidade de vigilância e denúncia para coibir tais crimes.



