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IGP-M Aprofunda Queda e Registra Deflação de 1,16% em Julho, Impulsionado pelo Atacado

julho 30, 2026 | by cardminas

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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou uma deflação de 1,16% em julho deste ano. Este é o segundo mês consecutivo em que o indicador apresenta queda de preços, consolidando uma tendência de arrefecimento inflacionário em parte da economia. Os dados para este cálculo foram coletados entre os dias 21 de junho e 20 de julho.

Acelerando a Deflação: O Panorama Mensal do Índice

A retração de 1,16% observada no IGP-M em julho representa uma intensificação do movimento deflacionário. No mês anterior, junho, o índice já havia apontado uma queda, mas de menor magnitude, registrando -0,50%. Essa aceleração na deflação do IGP-M, um indicador de ampla abrangência que reflete a variação de preços desde o atacado até o consumidor final e o setor da construção, sugere um alívio nas pressões de custos em diversas cadeias produtivas e um impacto potencial sobre contratos e ajustes financeiros.

Tendência de Longo Prazo: Inflação Acumulada Persiste com Desaceleração

Apesar das deflações mensais consecutivas, o cenário de preços no médio e longo prazo ainda indica inflação. Nos últimos 12 meses, o IGP-M acumula alta de 2,76%, enquanto no ano de 2023, o indicador marca um avanço de 2,08%. Contudo, é notável a desaceleração na taxa acumulada em 12 meses, que em junho havia atingido 3,16%. Essa moderação evidencia que os recentes recuos mensais estão, paulatinamente, contribuindo para diminuir a pressão inflacionária histórica, apesar de os preços ainda se manterem em patamar superior ao registrado no início do período analisado.

Análise dos Componentes: O Papel Decisivo de Cada Setor

A queda do IGP-M em julho foi predominantemente impulsionada pela dinâmica dos preços no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), componente que capta a variação de preços de produtos agrícolas e industriais no estágio de produção, registrou uma significativa deflação de 1,74% no mês, sendo o principal motor para o recuo do índice geral.

Em um movimento mais discreto, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que reflete a variação de preços no varejo e impacta diretamente o poder de compra da população, também apresentou uma leve queda de 0,01%. Em contraste com esses dois subíndices, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) seguiu uma trajetória oposta, registrando uma inflação de 0,62% no mês, indicando que o setor da construção civil continua a enfrentar pressões de custos, seja em materiais, equipamentos ou mão de obra, divergindo da tendência deflacionária observada nos demais segmentos.

O panorama do IGP-M em julho reflete uma economia com dinâmicas variadas, onde a forte deflação nos preços do atacado tem sido crucial para o arrefecimento do índice geral. Contudo, a persistência da inflação acumulada e as pressões no setor da construção civil apontam para um cenário complexo, que exige atenção constante dos agentes econômicos e formuladores de políticas. A continuidade dessas quedas mensais será determinante para a consolidação de um ambiente de preços mais estável no longo prazo.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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